{"id":1142,"date":"2012-01-06T13:10:26","date_gmt":"2012-01-06T15:10:26","guid":{"rendered":"http:\/\/web1.hes.unicamp.br\/?p=1142"},"modified":"2016-08-26T16:50:44","modified_gmt":"2016-08-26T19:50:44","slug":"hes-realiza-cirurgia-inedita-de-reconstrucao-do-cranio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hes.unicamp.br\/index.php\/hes-realiza-cirurgia-inedita-de-reconstrucao-do-cranio\/","title":{"rendered":"HES realiza cirurgia in\u00e9dita de reconstru\u00e7\u00e3o do cr\u00e2nio"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s alguns dias em recupera\u00e7\u00e3o, recebeu alta a paciente que fez uma cirurgia de reconstru\u00e7\u00e3o do cr\u00e2nio (cranioplastia). A paciente foi a primeira no Estado a receber uma pr\u00f3tese desenvolvida pelo Centro de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o Renato Archer (CTI) do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia. A nova tecnologia para confec\u00e7\u00e3o deste tipo de pr\u00f3tese vai atender pacientes v\u00edtimas de acidentes ou que tiveram complica\u00e7\u00f5es com AVC. Segundo a equipe m\u00e9dica respons\u00e1vel pela cirurgia, o resultado est\u00e9tico ficou excelente.<\/p>\n<p>A cirurgia in\u00e9dita foi realizada no \u00faltimo dia 15 de dezembro, pela equipe de neurocirurgia do Hospital Estadual Sumar\u00e9, sob a coordena\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico Helder Zambelli. Essa \u00e9 a primeira cirurgia feita pelo SUS na Regi\u00e3o com a nova tecnologia. O neurocirurgi\u00e3o Jo\u00e3o Flavio Daniel Zullo conta que optou pelo novo m\u00e9todo porque a paciente tem uma falha \u00f3ssea frontal, provocada ap\u00f3s um acidente. \u201cEm uma cirurgia particular, com um \u00f3timo resultado, o custo pode chegar a R$ 100 mil\u201d, comenta Zambelli.<\/p>\n<p>O neurocirurgi\u00e3o explica que o uso de pr\u00f3teses desse tipo \u00e9 para pacientes que perderam parte da calota craniana. \u201cAntes da nova tecnologia us\u00e1vamos placa de acr\u00edlico e mold\u00e1vamos a pr\u00f3tese na hora, durante a cirurgia. Tinha um resultado bom, mas por causa disso a cranioplastia durava cerca de duas horas\u201d, esclarece o coordenador de neurocirurgia do HES-Unicamp.<\/p>\n<p>Com o novo m\u00e9todo, em que a pr\u00f3tese j\u00e1 vem moldada para os cirurgi\u00f5es, o tempo de cirurgia cai pela metade. \u201cAl\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o do tempo de cirurgia, h\u00e1 uma menor chance da placa escapar\u201d, explica Zambelli. O cr\u00e2nio da paciente teve que ser aberto porque o tratamento para a redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o intracraniana com rem\u00e9dios n\u00e3o surtiu efeito. \u201cPara fazer a constru\u00e7\u00e3o disso usava-se um material de modelagem r\u00e1pida de 15 a 20 minutos, mas n\u00e3o era poss\u00edvel fazer uma pr\u00f3tese com tanto detalhe que tenha aspecto est\u00e9tico satisfat\u00f3rio\u201d, diz Zullo.<\/p>\n<p>A nova pr\u00f3tese \u00e9 feita com um material chamado polimetilmetacrilato (PMMA). Ela foi modelada com base em imagens de exames feitas pela paciente antes e depois de ter parte do cr\u00e2nio removida. \u201cNo dia do acidente ela fez uma tomografia e foi tratada. Depois da opera\u00e7\u00e3o, fez outra tomografia. As imagens foram usadas para fazer a reconstru\u00e7\u00e3o tridimensional de como era o cr\u00e2nio antes e depois do acidente. Com base nessas reconstru\u00e7\u00f5es foi feita a reconstru\u00e7\u00e3o da falha <i>(no cr\u00e2nio)<\/i> de forma fidedigna\u201d, detalha.<\/p>\n<p>A nova t\u00e9cnica, diz Zullo, traz uma melhoria est\u00e9tica para o paciente, mas tamb\u00e9m apresenta outros tipos de ganho. \u201cO tempo de cirurgia cai pela metade e com isso se reduz o sangramento do paciente e os riscos de infec\u00e7\u00e3o\u201d, completa. A id\u00e9ia \u00e9 que o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) possa oferecer uma pr\u00f3tese semelhante \u00e0quela oferecida por conv\u00eanios ou cirurgias particulares.<\/p>\n<p><strong>CTI &#8211;<\/strong> O Centro de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o Renato Archer (CTI) \u00e9 uma unidade vinculada ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia e sediada em Campinas. O CTI desenvolveu um software que reproduz de forma tridimensional \u00f3rg\u00e3os que necessitem de tratamento e de cirurgia. Chamado InVesalius, o programa utiliza imagens de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica ou tomografia computadorizada para recriar uma c\u00f3pia em tamanho natural imprensa em 3D em gesso, cer\u00e2mica, pl\u00e1stico e metal.<\/p>\n<p>Com a tecnologia \u00e9 poss\u00edvel reproduzir e ampliar c\u00e9lulas. A partir da c\u00f3pia feita com o InVesalius \u00e9 poss\u00edvel confeccionar pr\u00f3teses e planejar melhor os procedimentos, o que economiza 60% do tempo de cirurgia, aumenta a precis\u00e3o e diminui riscos durante o procedimento. A tecnologia tem sido especialmente utilizada em cirurgias de reconstitui\u00e7\u00e3o craniana e facial e para a produ\u00e7\u00e3o de pr\u00f3teses do osso f\u00eamur, o que melhora a articula\u00e7\u00e3o da pr\u00f3tese com a bacia, evita novas les\u00f5es e garante mais conforto aos pacientes.<\/p>\n<p><strong><a href=\"mailto:imprensa@hc.unicamp.br\">Caius Lucilius<\/a><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/localhost\/site%20antigo\/imprensa\/galeria\/cir_cranio\/reportagem_correio_popular.pdf\"><strong>Clique aqui e veja a mat\u00e9ria publicada no Correio Popular<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s alguns dias em recupera\u00e7\u00e3o, recebeu alta a paciente que fez uma cirurgia de reconstru\u00e7\u00e3o do cr\u00e2nio (cranioplastia). 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