{"id":863,"date":"2004-07-21T13:09:03","date_gmt":"2004-07-21T16:09:03","guid":{"rendered":"http:\/\/web1.hes.unicamp.br\/?p=863"},"modified":"2016-09-12T22:25:51","modified_gmt":"2016-09-13T01:25:51","slug":"mutirao-do-hes-para-diagnostico-de-cancer-de-prostata-foi-um-sucesso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hes.unicamp.br\/index.php\/mutirao-do-hes-para-diagnostico-de-cancer-de-prostata-foi-um-sucesso\/","title":{"rendered":"Mutir\u00e3o do HES para diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata foi um sucesso"},"content":{"rendered":"<p>O primeiro mutir\u00e3o para diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata promovido pelo Hospital Estadual Sumar\u00e9, superou as expectativas da equipe respons\u00e1vel pela campanha. Foram 246 casos atendidos das 8h \u00e0s 17h e 46 toques suspeitos indicados para bi\u00f3psia de pr\u00f3stata que ser\u00e1 realizada no hospital. Al\u00e9m disso, todos os pacientes foram encaminhados para realiza\u00e7\u00e3o do exame de sangue (PSA) e retorno ao hospital. O mutir\u00e3o de preven\u00e7\u00e3o contra o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata atendeu homens com idade acima de 45 anos, que tamb\u00e9m assistiram uma palestra sobre o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata e receberam folhetos explicativos. A previs\u00e3o da equipe do HES-Unicamp \u00e9 realizar um novo mutir\u00e3o nos primeiros meses de 2005.<\/p>\n<p>No Brasil, o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata \u00e9 a segunda causa de \u00f3bitos por c\u00e2ncer em homens, sendo superado apenas pelo c\u00e2ncer do pulm\u00e3o. Em 2003, a ocorr\u00eancia foi de 32.240 casos novos e 8.230 mortes por este c\u00e2ncer. Atinge uma grande quantidade de indiv\u00edduos e muitas vezes n\u00e3o h\u00e1 nenhum sintoma. Entre 60-70 anos a incid\u00eancia \u00e9 de 24%, ou seja, a cada 100 homens h\u00e1 24 com c\u00e2ncer de pr\u00f3stata nesta faixa et\u00e1ria. Esta incid\u00eancia atinge 50% dos homens aos 80 anos.<\/p>\n<p>Ao fazer o diagn\u00f3stico, o m\u00e9dico procura identificar a pr\u00f3stata, que fica logo \u00e0 frente do intestino reto. Ele avalia o tamanho do \u00f3rg\u00e3o, seus limites e caracter\u00edsticas anat\u00f4micas habituais. A pr\u00f3stata normal tem consist\u00eancia macia (como a da ponta do nariz), limites precisos e um sulco na regi\u00e3o mediana, que a divide em dois lobos laterais (direito e esquerdo). O tamanho \u00e9 equivalente ao de uma noz.<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 hiperplasia benigna, a pr\u00f3stata cresce mas preserva sua consist\u00eancia e seus limites continuam f\u00e1ceis de identificar. Se existir um tumor, o urologista pode sentir uma regi\u00e3o (n\u00f3dulo) com a consist\u00eancia bastante endurecida (p\u00e9trea) e identific\u00e1-lo quando ainda \u00e9 cur\u00e1vel (pequeno). &#8220;Neste caso, ele indicar\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o de uma bi\u00f3psia de pr\u00f3stata para confirma\u00e7\u00e3o da suspeita. Com tumores grandes, toda a pr\u00f3stata fica endurecida e seus limites ficam dif\u00edceis de identificar&#8221;, explica o urologista do HES, Marcelo Thiel.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Nacional do C\u00e2ncer &#8211; INCA, nos \u00faltimos dez anos a incid\u00eancia de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata aumentou significativamente entre os homens com mais de 50 anos, transformando a doen\u00e7a num verdadeiro problema de sa\u00fade p\u00fablica. Nos Estados Unidos, por exemplo, a realidade \u00e9 igualmente alarmante: trata-se da segunda maior causa de morte por c\u00e2ncer. Na maioria dos casos, o tumor apresenta um crescimento lento, de longo tempo de duplica\u00e7\u00e3o, levando cerca de 15 anos para atingir 1 cm\u00b3 e acometendo homens acima de 50 anos de idade.<\/p>\n<p>O HES-Unicamp fica na Avenida da Amizade, n\u00ba 2.400, Jardim Bela Vista, Sumar\u00e9.<\/p>\n<div class=\"textos\" style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><strong>Caius Lucilius<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro mutir\u00e3o para diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata promovido pelo Hospital Estadual Sumar\u00e9, superou as expectativas da equipe respons\u00e1vel [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-863","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hes.unicamp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/863","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hes.unicamp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hes.unicamp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hes.unicamp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hes.unicamp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=863"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.hes.unicamp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/863\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2064,"href":"https:\/\/www.hes.unicamp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/863\/revisions\/2064"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hes.unicamp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hes.unicamp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hes.unicamp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}