{"id":963,"date":"2014-04-16T09:48:41","date_gmt":"2014-04-16T12:48:41","guid":{"rendered":"http:\/\/web1.hes.unicamp.br\/?p=963"},"modified":"2016-06-23T09:49:45","modified_gmt":"2016-06-23T12:49:45","slug":"medicos-angolanos-visitam-hc-e-hes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hes.unicamp.br\/index.php\/medicos-angolanos-visitam-hc-e-hes\/","title":{"rendered":"M\u00e9dicos angolanos visitam HC e HES"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">Uma comitiva de m\u00e9dicos de Angola visitou o Hospital de Cl\u00ednicas da Unicamp e o Hospital Estadual Sumar\u00e9 (HES-Unicamp). Mariquinha Ven\u00e2ncio (Diretora Cl\u00ednica) e Agostinho Matamba (Diretor pedag\u00f3gico e cient\u00edfico) integram a dire\u00e7\u00e3o do hospital Josina Machel, de Luanda, e estiveram na Unicamp e em Sumar\u00e9, para capacita\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas atrav\u00e9s do conv\u00eanio t\u00e9cnico de coopera\u00e7\u00e3o internacional, entre a instiui\u00e7\u00e3o africana e a \u00e1rea de Sa\u00fade da Universidade.<\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos angolanos chegaram ao Brasil nesta segunda-feira (14-4) onde permanecem at\u00e9 hoje (16-4). Eles foram recebidos no HC da Unicamp pelo professor Francisco Aoki, respons\u00e1vel pelo conv\u00eanio e no HES-Unicamp pela coordenadora do N\u00facleo de Sa\u00fade P\u00fablica, Maria Helena Postal Pavan.<\/p>\n<p>O objetivo do conv\u00eanio \u00e9 ofertar aos profissionais de sa\u00fade angolanos, treinamento e capacita\u00e7\u00e3o de qualidade para atuarem no pa\u00eds. &#8220;\u00c9 na Unicamp que oferecemos todos os recursos necess\u00e1rios para a aprendizagem dos profissionais, desde m\u00e9dicos at\u00e9 enfermeiros e fisioterapeutas&#8221;, explica Aoki.<\/p>\n<p>O conv\u00eanio est\u00e1 em andamento desde 2005, por\u00e9m o potencial foi diminuindo. Atualmente \u00e9 encaminhado \u00e0 Unicamp um m\u00e9dico por ano. Em anos anteriores, chegavam ao HC em m\u00e9dia, 10 profissionais.<\/p>\n<p>Os aprimorandos ficam em regime de tutoria, entre 2 e 3 anos. No final do treinamento, obrigatoriamente devem desenvolver um trabalho final, como artigo cient\u00edfico, revis\u00e3o de trabalho ou livro. Voltando \u00e0 Angola, apresentam o trabalho desenvolvido no Brasil, que \u00e9 a avaliado a fim de receberem o t\u00edtulo de especialista.<\/p>\n<p>Em Angola, a m\u00e9dia de m\u00e9dico por habitante est\u00e1 em 1 para 8 mil. Com o fim da guerra civil em 2002, o pa\u00eds encontrou-se com infraestruturas destru\u00eddas, incluindo a hospitalar. &#8220;O importante \u00e9 capacitar profissionais da sa\u00fade do pa\u00eds, principalmente devido aos resultados do p\u00f3s guerra&#8221;, completa Aoki.<\/p>\n<p>O hospital Josina Machel \u00e9 o mais antigo de Angola, criado em 1864, onde existiam ru\u00ednas de um convento de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Terceiros Franciscanos. A entrega do pr\u00e9dio ocorreu em 1883, como Hospital Militar de Luanda. Em 1977, o hospital passou a chamar-se Josina Machel em homenagem a esposa do ex-presidente mo\u00e7ambicano Samora Machel e 1981 a institui\u00e7\u00e3o foi classificada como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico cultural.<\/p>\n<p>Josina Machel foi uma das jovens que fugiram de Mo\u00e7ambique para integrar a Frente de Liberta\u00e7\u00e3o de Mo\u00e7ambique (FRELIMO) e lutar pela independ\u00eancia do pa\u00eds. Em 1969, casou-se com militar Samora Machel, que virou um l\u00edder revolucion\u00e1rio pela independ\u00eancia de Mocambique e com quem teve um filho. Josina Machel morreu no dia 7 de abril de 1971, v\u00edtima de doen\u00e7a. A data foi consagrada como Dia da Mulher Mo\u00e7ambicana.<\/p>\n<p><a href=\"mailto:imprensa@hc.unicamp.br\"> Caius Lucilius<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma comitiva de m\u00e9dicos de Angola visitou o Hospital de Cl\u00ednicas da Unicamp e o Hospital Estadual Sumar\u00e9 (HES-Unicamp). 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