Hospital Estadual Sumaré comemora 10 anos de conquistas inéditas

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Autor: admin

Comemoração aos 500 anos do descobrimento do Brasil; Guga está no topo do mundo e é o número 1 no ranking da ATP; cientistas concluem mapeamento genético do DNA humano; antigas rivais, cervejas Brahma e Antarctica se fundem; Fifa elege Pelé o atleta do século; o cartunista Charles M. Schulz, criador do Snoopy e Charlie Brown, morreu aos 77 anos na Califórnia; cantor e compositor Caetano Veloso conquistou o 42º Grammy na categoria world music com o CD Livro; Sony lança PS2; começam a ser testados nos EUA os celulares com acesso a internet; desaparece da face da terra a primeira espécie de primata (macaco colobus vermelho); chegam ao pais as primeiras televisões plasma custando cerca de R$ 15 mil reais; concorde cai na França e mata 113.

Esses são alguns dos fatos que marcaram o ano em que nascia o Hospital Estadual Sumaré (HES-Unicamp), que comemorou neste final de setembro, 10 anos de atividades. Os números tem demonstrado que mesmo realizando atendimento 100% SUS, dispõem das mesmas tecnologias e resultados de um hospital privado de alto padrão, inclusive com certificações de qualidade como a Acreditação Nível 3, Hospital Amigo da Criança e a caminho da Acreditação Internacional Canadense. “Por trás de toda essa estrutura estão pessoas e sem o empenho e dedicação desses profissionais dificilmente alcançaríamos um patamar como o de hoje”, comenta o professor Flávio de Sá, diretor administrativo.

Um bom termômetro das conquistas para a população da região pode ser dimensionado pelo expressivo índice de indicação do hospital pelos pacientes internados: 99,5%. Usuários, que até o final somarão quase 750 mil pacientes (600 mil ambulatoriais e cerca de 150 mil urgências). Os números também impressionam na produção. São mais de 80 mil cirurgias, a marca de 24 mil partos – 70% normais – e cerca de 3 milhões de exames realizados (raio-x, tomografia, ultrassonografia, endoscopia, patologia clínica e anatomia patológica). Também passaram pelo hospital mais de 2,5 mil alunos de graduação de medicina, enfermagem e farmácia.

Para manter esse padrão de qualidade, o hospital vem investindo em aparelhos de última geração para proporcionar conforto e segurança tanto ao paciente, quanto aos próprios profissionais de saúde. Entre as várias ações criadas pelo HES neste ano está a aquisição de um novo ultrasson, endoscópios e acessórios cirúrgicos e o início das obras para a ressonância magnética. Ainda na área assistencial, neste ano o HES atingiu a marca de 10 neurocirurgias com paciente acordada e a partir de outubro, começa a realizar cirurgias de retina (retinopatia) para doenças degenerativas não inflamatórias.

De acordo com Gisella Onuchic, diretora de Assistência, as evoluções nestes 10 anos foram inúmeras e o HES-Unicamp vem incorporando na rotina do hospital soluções e tecnologias idênticas a dos hospitais de referência na rede privada. “Temos aumentado a complexidade dos casos clínicos internados, ampliado as cirurgias, implantado protocolos médicos e até diminuído o tempo de permanência na UTI adulto”, detalha Onuchic. Nas especialidades cirúrgicas a qualidade da produção vem se refletindo no tempo de espera. Diversas especialidades como oftalmo, otorrino, cirurgias ortopédicas entre outras estão co tempo de espera semelhante à rede privada.

Para o superintendente do hospital, prof. Lair Zambon, as conquistas do HES-Unicamp nesses 10 anos são resultados de um processo iniciado antes mesmo da inauguração, durante o qual foram empreendidos esforços no sentido de qualificar o corpo de colaboradores, incrementar a infraestrutura e aperfeiçoar os instrumentos e mecanismos de gestão, entre outras ações. “O respaldo da Secretaria de Estado da Saúde, da Unicamp e da Faculdade de Ciências Médicas foi crucial para a conquista de todos esses resultados. Entretanto, o mérito maior deve ser creditado, sem exceção, aos funcionários do hospital”, enfatiza Zambon.

O HES-Unicamp é administrado através de um contrato de gestão – com metas de produtividade e qualidade, entre elas satisfação do usuário, baixa taxa de infecção hospitalar, redução de cesarias que sempre foram cumpridas e superadas. O convênio é mantido entre a Secretaria de Estado da Saúde e a Unicamp, desde setembro de 2000, data de sua inauguração do hospital, que iniciou suas atividades com a entrega de 10 leitos na Enfermaria de Clínica Médica, localizada no sétimo andar.

Nele, o hospital trabalha com demandas estabelecidas e pactuadas entre os seis municípios da microrregião na qual está inserida (Americana, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa, Santa Bárbara D’Oeste e Sumaré) e a Secretaria de Estado da Saúde. Assim, o repasse de recursos está condicionado ao cumprimento das metas propostas como por exemplo, a taxa de indicação positiva de pacientes internados. “Trata-se de um indicador de qualidade expressivo pois retrata a satisfação do paciente com a instituição”, destaca a ouvidora Rosemarie Basso Páttaro.

Para a Unicamp, o HES-Unicamp possui um perfil assistencial ideal para se desenvolver atividades práticas, principalmente ligadas aos últimos dois anos da formação médica. No hospital, todas as grandes áreas clínicas são coordenadas por um docente do departamento correspondente da FCM. Atualmente, alunos do primeiro ano do curso de Medicina participam de aulas. Já os alunos do quinto e sexto anos estagiam em diversas especialidades. O ambiente de hospital-escola se completa com a presença das alunos do curso de Enfermagem e Farmácia.

Lair Zambon assegura que ajustes precisos têm garantido uma trajetória positiva do hospital para o futuro. “Mesmo com uma produção 46% maior e um custo 25% menor quando comparado com hospitais semelhantes sob administração direta, estamos reavaliando o hospital continuamente atentos as novas tecnologias e humanização”, comenta o superintendente. Para o próximo ano, diz, o hospital terá boas novidades, principalmente em relação à assistência.

Caius Lucilius com Paula Conceição